sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

O mosquito escreve

O Mosquito pernilongo
trança as pernas, faz um M,
depois, treme, treme, treme,
faz um O bastante oblongo,
faz um S.
 

O mosquito sobe e desce.
Com artes que ninguém vê,
faz um Q,
faz um U e faz um I.
 

Esse mosquito
esquisito
cruza as patas, faz um T.
 

E aí, se arredonda e faz outro O,
mais bonito.
 

Oh!
já não é analfabeto,
esse inseto,
pois sabe escrever o seu nome.
 

Mas depois vai procurar
alguém que possa picar,
pois escrever cansa,
não é, criança?
 

E ele está com muita fome.
 

(Cecília Meileles in “Ou isto ou aquilo”)

domingo, 29 de novembro de 2009

Me Encante


    Foto da casa de Pablo Neruda em Ilha Negra, no Chile.
Foto postada no site http://naturalpatriot.org




Me encante da maneira que você quiser, como você souber.
Me encante, para que eu POSSA me dar ...

Me encante nos mínimos detalhes.
Saiba me sorrir: aquele sorriso malicioso,
Gostoso, inocente e carente.

Me encante com suas mãos,
Gesticule quando for preciso.
Me toque, quero correr esse risco.

Me acarinhe se quiser ...
Vou fingir que não entendo,
Que nem queria esse momento.

Me encante com seus olhos ...
Me olhe profundo, mas só por um segundo.
Depois desvie o seu olhar.
Como se o meu olhar,
Não tivesse conseguido te encantar ...

E então, volte a me fitar.
Tão profundamente, que eu fique perdido.
Sem saber o que falar ...

Me encante com suas palavras ...
Me fale dos seus sonhos, dos seus prazeres.
Me conte segredos medos, sem,
E depois me diga o quanto te encantei.

Me encante com serenidade ...

Mas não se esqueça também,
Que tem que ser com simplicidade,
Não pode haver maldade.

Me encante com uma certa calma,
Sem pressa. Tente entender a minha alma.

Me encante como você fez com o seu primeiro namorado ...
Sem subterfúgios, sem cálculos, sem dúvidas, com certeza.

Me encante na calada da madrugada,
Na luz do sol ou embaixo da chuva ....

Me encante sem dizer nada, ou até dizendo tudo.
Sorrindo ou chorando. Triste ou alegre ...
Mas, me encante de verdade, com vontade ...

Que depois, eu te confesso que me apaixonei,
E prometo te encantar por TODOS OS DIAS ...
Pelo resto das nossas vidas!



(Pablo Neruda).

Texto enviado pelo meu amigo Batista.  

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

JADE




Já de idade...

Nos aconselha sapientemente.
Com voz mansa, em quase declamar,
Deleita-nos com suas palavras
Algumas suaves; outras nem tanto.
Porém, desobedientes que somos,
Apesar de ouvirmos atentamente seu falar,
Nos perdermos em meio ao dia-a-dia
E deixamos de seguir conselhos tão sábios.

Já de idade...

Presenteia-nos com o seu saber dividir,
Qualidade esta invejável.
Tudo que já viveu, tudo o que tem e tudo o que sabe
Vem para nós, como forma de preparação à vida.
Ela é assim...
Já de..., a pedra da imortalidade
Imortal? Não sei... Talvez...
Em nossos corações e em seus ensinamentos, com certeza.

Já de idade...

Mãe, amiga, amante, linda, louca, sábia, apreciadora de uvas, jardineira, praieira, poeta e avó...
Assim é nossa Jade.
A qual amamos e muitas vezes deixamos de dar e/ou demonstrar o seu verdadeiro valor
Mas mesmo assim amamos...
VC É MUITO ESPECIAL.
TE AMO MUITO.

(Marliene)
 
Postagem em gratidão à homenagem da norinha Marliene. Obrigada, Marlouca que eu... rsrs... Também te amo, vc sabe...

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Os Pescadores






O mar azul sem fim/
O sol vermelho quase se pondo/
O barco chega/
É uma festa /
Homens falando/
Cantando em prosa/
Com som e versos/
Pés na areia /
Roupas surradas/
Olhares que dizem poemas mudos/
Cabelos brancos .../
Suor na testa/
Contam histórias de mar, de pesca/
De grandes peixes/
E até de sereias/
O fim da tarde é sempre festa/
Ancoram barcos, ancoram barquinhos/
Com velas coloridas/
Algas no caçoá e peixes também.../
No coração deles, amores/
São eles que chegam/
Mãos diligentes, sempre contentes/
São os pescadores/
Rostos marcados e o sol nas testas/
Felizes, cantantes e contentes/
Seguem na vida /
E sentem suas dores e seus amores/
No Norte ou no Sul /
Do meu Pirangi*

(Ednar Andrade)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

E aí?



Pra que tanta bobagem?
Tanta etiqueta, se no fundo tudo é uma faceta
Pra que tanto ódio, tanta agonia?
Tanto corre-corre, em vez de euforia

Se não se leva nada, nem a etiqueta,
Nem o ódio, nem a farsa
Tudo que se leva está na caixa
Vamos amar mais, elevar as mentes para as coisas boas

Porque qualquer dia o sopro acaba
E você meu chapa... o que fez de tudo?
A não ser: Não fez nada?
Não sei porque te falo

E aqui tentando...
Acho que falei,
Mas se ainda tens tempo, faz como te digo
Sejas mais amigo, ame, isto faz bem

Tenha para o próximo um sorriso amigo
Porque qualquer hora vai chegar o trem
E aí? Como é que fica?
(02.06.1982).

(Ednar Andrade).

Ponta Negra em 1957


    Ponta Negra em 1957


     * Presente do meu amigo João Evangelista.

Aeroporto de Natal em 1957


    Aeroporto de Natal em 1957
     
     * Presente do meu amigo João Evangelista.

Pirangi do Norte em 1957


    Igreja de Pirangi do Norte em 1957.


   * Presente do meu amigo João Evangelista.

Pirangi do Norte em 1957


    Praia de Pirangi do Norte em 1957.


    * Presente do meu amigo João Evangelista.



Lições para a vida.

EU APRENDI que a melhor sala de aula do mundo está aos pés de uma pessoa mais velha; 
EU APRENDI que quando você está amando dá na vista; 
EU APRENDI que basta uma pessoa me dizer "Você fez meu dia" para ele se 
iluminar; 

EU APRENDI que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;
EU APRENDI que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso; 
EU APRENDI que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa; 
EU APRENDI que a vida é dura, mas eu sou mais ainda; 
EU APRENDI que as oportunidades nunca são perdidas; alguém vai aproveitar as que você perdeu.
EU APRENDI que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar; 
EU APRENDI que eu gostaria de ter dito à minha mãe que a amava, uma vez mais, antes dela morrer;
EU APRENDI que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;
EU APRENDI que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência; 
EU APRENDI que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito; 
EU APRENDI que todos querem viver no topo da montanha, mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você está escalando-a; 
EU APRENDI que só se deve dar conselho em duas ocasiões: quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte; 
EU APRENDI que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.



(Tradução do texto "I have learned", de William Shakespeare).