terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poema de Verão



Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.


(Ednar Andrade).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Das tardes



Um vagar
Pelo divagar
Das interrogações
Das tardes.
Um devagar
Pensamento,
Um açoite que vem
No vento.
Dizer dilemas
Em cantilenas
No desvairado vago
Da reticência,
Da exclamação
Sem alma,
Do assombro,
Dos últimos raios
De Sol,
Como se fosse
Poema
Sem tema,
Incerto,
Divago.
E assim,
Vai o dia,
Cai a tarde.
Que não seja
Tarde, quando
Tarde cair a tarde.

(Ednar Andrade).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Movimento



A vida é movimento...
>>>>>>>.
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Moinhos
Ouvindo ventos...
Ventos,
Infinitos e finitos
Momentos...
Espelhos 
No tempo.
Todas as alegrias 
Ou lamentos...
Movi-mentes.....
Ávida, em movimentos 
A vida, vem e vai<>

(Ednar Andrade).


P
A
L
A
V
R
A
S.

P artir
A mar
L libertar
A paixonar-se
V oltar
R ir-se
A creditar-se
S er-se

Palavras
Para sorver-te:
Aqui
Agora
Já.

Viver-te
Querer-te
Amar-te
Morrer-te.

(Ednar Andrade).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para Jarbas Martins*


Sol*

Mar a vista,
Verão no ar... 
No céu a tua 
E todas as paixões ,
Quietudes e paz...
Sor-verão*

(Ednar Andrade).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nostalgia


Fim de tarde, há sempre o que agradecer.
O que lembrar, uma canção antiga,
Ave Maria!!... Ave...
Um perfume que ficou , uma saudade amiga,

Aquele gesto que silenciou,
O adeus que não se pode dar...
O milagre do dia,
Uma estrela a brilhar...

O silêncio da prece e a nostalgia...
Uma dama da noite seu perfume doa,
O amor que se recria,
Como suave brisa, leve encanta...

O sino que anuncia badaladas de agonia,
O fim da tarde,
Mais um dia,mais um dia...

É NOITE*

(Ednar Andrade).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Verdades

    
“In Vino Veritas. E la Vertà è nuda …”, 2010 Milo Manara.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Natal


E... na estrela o brilho,
No homem o amor;
É Natal!

(Ednar Andrade).

Sutilezas



No silêncio da flor;
O zumbido da abelha...
Um fio de luz, é fresta na telha.
Canção que faz sonhar... É;

Badalada do sino.
Vida, jogo, cassino.
Ladeira a baixo, rio (Rs),assino...
Sutileza de pétala,

Encanto de amor,
Escuro breu, amor no cemitério...
Silêncio, cachoeira, desatino,
São fatos, infartos, segredos.

O açoite do chicote na saudade,
Os olhos verdes do gato negro.
Olhar de tigresa, uivo de lobo,
O verso verde, a noite invade*

(Ednar Andrade).

Palavras...


Uma gota de silêncio,
Nela um grito.
Uma palavra, ou,
... Só duas palavras.
Aquelas...
Estas.(!)

(Ednar Andrade).