domingo, 26 de dezembro de 2010

Verão



A vida tem cheiro de mar, e de Sol...
Já é verão nos meus dias*

E por isso canto... E por isso estou feliz...
Sol, Sol, Sol...
Foi um grande inverno, 

Senti muito frio,
Muitas saudades...
Mas agora que te vejo Sol,
Agora que queimas e douras minha pele
·... Hum... Como estou feliz... 
Como fica dourada a minha vida, 
Cantarei feliz esta canção e falarei do vento, 
Que faz carícias em meus cabelos,
... Envolve-me e me faz sonhar... 
Sol que brilha tanto!!!
Sou sereia neste mar.
Sou do vento sou das águas,
Mar, mar, de tanto amar...

(Ednar Andrade).



segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

É Natal o ano inteiro




Então, não é que seja Natal. Você teve 365 dias para desejar o bem, ser feliz, fazer feliz também… Amar, dizer que ama, dar presentes, distribuir sorrisos… Louvar ao Criador, agradecer a benção de Jesus ser o Senhor. Mas só em dezembro você resolve dizer tudo isto? O aniversariante, este não é aplaudido? O que mais importa é o valor do seu vestido?

Por isso e por tudo isso, para mim o ano todo é Natal.

Amo a todos o ano inteiro, desejo o bem a qualquer um. Façamos assim: a felicidade, o bem querer, a bondade, o amor, não apenas em dezembro deve nascer. E sem mais, declaro que ele veio para mim e para você. Então, é Natal? O que é o Natal? A ceia? O cartão de crédito? A mesa farta? A roupa nova?

O Natal poderia ser… Não direi, diga você! Por que para mim, o ano inteiro, a vida é o renascer.

(Ednar Andrade).



sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cotovia





E em movimentos  suaves
Imitas os ventos,
Assovias, canções de amor,
... Como promessas.
Em versos , no  inverno inverso  deste verão que  mal desponta,
Vens  à minha janela como uma chuva  mansa ...
Trazendo todo  o encan to da tua beleza
Vem pássaro livre, vem pousa ... Me traz um poema novo
Tinge meu cansado coração da tua alegria.
Canta... Devolve-me a felicidade que perdi  um dia
Mostra em tuas claras asas  como é belo ser livre,
Dá-me  o universo  do teu voo  sem rumo
Para que eu, solta então ,
Libere também o canto  preso na garganta.
Mas tu ;
Chegas assim ... De repente ... Dizes algumas notas ligeiras...
... E  eu, perdida neste teu encanto, fico a  olhar-te
Querendo Saber teus segredos e sonhos verdes...
Passeias por entre as flores deste meu jardim de sonhos ...
Pisas distraído no néctar da minhas rosas  flores,
Fazendo ninho  sem querer morar,
Posseiro, sorrateiro,invades meu olhar.
Pássaro  matinal,
Que me inspira poesia, me ensina  a cantar*
Linda cotovia*

(Ednar Andrade)

(17*12*2010*)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Candelabro





Luzente; em forma de arco-íris...
Cintilante euforia,
Misto de dor e felicidade...
Asfixia...
(PUNGENTE AGONIA)
Canção silente...
Louca fusão,
Sonho.*
O olhar fixo no infinito d'alma
Na boca um sabor amargo  e no peito uma batida:
"TRAGO"
A esperança da manhã, num raro sabor das minhas estações...
Vertigem...
Morro, para então renascer.
..."Depois"...
E... Quase morta, ando pelas avenidas do meu viver.
E assim e por assim ser:
Este ópio consome as minhas forças.
Candelabro que me guia na escuridão da afasia".
As mãos vazias - trago,
Os olhos secos, cansados...
Cabelos em desalinhos, olhar buscando o vago,
Faço uma viagem  fúnebre e viva com gestos e vultos,
Envolvo-me.
Descalabro...
Incontinente modo de torturar um torturado "já".
Uma taça de destilado veneno... Bebo  em outro (trago)
Ergo um altar, onde me ajoelho; rezo e choro... Quando sorrio.
As horas passam lentas...
Massacrante, por demais, é a lentidão deste momento...
Uma sensação de paz em guerra (??)
Como pode assim  a vida ter cores tão fortes?
Como  pode, um deserto conter tanta beleza?
Os perigos e as certezas são óbvio da fé...
Trago... Um trago,
Uma bebida forte, quem dera,
Uma taça de vinho...
Que embriagasse tamanha verdade...
Mas, a veradde não bebe, nem se embriaga.
É fria, cruel, também leal, amiga, companheira,
Completa adversidade....
Nesta festa de emoção vacilo... Oscilo... Não caio.
conduzida pela mão  da minha calma sigo...
O horizonte do hoje me impele...
Arremete-me, torna-me afã
 ...E... Incontida como um "rio *"

(Ednar Andrade)

(16*12*2010*).


Temporal (Atemporal)*




O dia está diferente...
Amanheceu com céu cinza....
Muitas nuvens... Em variados tons...
Venta forte.
E agora mais forte,
Um céu chumbo..".CHUMBADO "
Tomado de surpresas, quase verão...
Um traço de temporal(atemporal)...
E nestes dias por aqui não chove, ou....Não chovia...
Estranho.(...)
O VENTO SOPRA MAIS FORTE...
Bem mais forte...
O infinito carregado de interrogação(?)????
No meu infinito *
"Forte chuva de verão,"
Divago...Abro a janela, olho o telhado...
E daqui sobe as minhas narinas um cheiro forte,
Um perfume diferente invade tudo...
uma vaga e falsa sensação de inverno...Nos acode.
Um refrescante momento se faz poesia ...E CHOVE...

(Ednar  Andrade) 
(16*12*2010)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Fogo


 Quando dois cérebros
Chegam a ser fogo,
Arde a chama;
Pura beleza...
Que o ego inflama.
Cega, alucina... 
(Cérebros loucos)
Tontos e sós.
Tudo transforma-se;
A emoção domina...
Se o fogo queima,
Isto é queimadura,
Mas não sangra,
Não deixa feridas,
Mas tudo faz
E se refaz
Nesta loucura.
Somos o fogo
E nos queimamos
E a dor se esvai
Leves e calmos
Num extase total,
Fomos um inteiro
Neste (in)total...

(Ednar Andrade)*****.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Flamboyant


Era uma casa branca,
De muro baixo,
Na rua de barro ocre,
Com um flamboyant
De flores vermelhas
Á porta.
Era um menino,
Esperto e franzino,
A brincar de bola
No ocre barro
Da rua.
Era o tempo,
Que amareleceu
Todas estas imagens
E as levou na poeira...

(Danclads Lins de Andrade).


segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Quase Natal*



Uma taça de vinho,
Uma saudade,
Um poema,
Mais uma taça,
Quem sabe?
Um verso,
Um alinho,
Um contraponto,
Um desalinho,
Um riso,
Uma saudade,
Outra de vinho?
Quem sabe?
Verdades,
Cantar,
Sonhar,
Rever amigos,
Abraçar,
O olho no calendário,
Já é dezembro,
Falam de festa,
De riso,
De cores,
Amores,
Desamores,
De idas e voltas,
De noite,
Deslumbres,
(menos do menino).
Vislumbro:
O tempo... A vida...
O hoje, a noite...
... Os pensamentos,
Quase natal,
Dizem.
A vida é um sonho,
Suponho.

(Ednar Andrade).

domingo, 5 de dezembro de 2010

Beija-flor: autorretrato


Era assim tão pequenina,
Tão frágil,
Borboletinha saltitante,
De flor em flor,
De beijo, em beijo...
A todos abraçava,
E o sorriso, sempre foi
A sua expressão maior...
Pequenas mãos,
Pequenos gestos...
De tão pequena,
De beija-flor,
Assim lhe chamava,
Sua mãe...
Haviam aqueles
Que, de sabiá,
Lhe chamavam.
Pois, desde menina
Gostava de cantar.
Cantava, desde menina,
Criava versos...
Versos de menina...
Fáceis de soletrar.
Tão amada!
Com asas coloridas,
Pintadas pelos sonhos;
Assim era feliz!
Doce menina...
Hoje, lhe dizem
Que a sua sutileza,
Transformaram-na
Num poema.
“Poema anônimo”,
Com versos,
Com rima,
A vida lhe fez.
Deixar de ser menina,
Ser mulher, viver.

(Ednar Andrade).