
Foto encontrada na web.
Deslizo poemas do meu idioma
No editor da tua peleRimas ardentes, quentes, estrofes rimadas
Harmonizando o “sol” em sua nota "la, sem dó" em versos da nossa música
Falo a língua do teu corpo com minhas mãos reproduzindo os teus gestos
Dormências dos dedos na grafia sonora
Respeitando teu ritmo e tempo no teclado musical
Poemas sem recatos escritos com as lavas do teu vulcão, em constante erupção
Rimas com o magma expelido em sons ungidos das tuas chamas
Poemas que cortam com seu fio de navalha teu decote e contornos
A figura de linguagem é a nossa do desejo
Grito a nossa língua em ardentes beijos
(El Brujo).
Há sempre poemas possíveis
ResponderExcluirEntre nossas mãos
Um sorriso jovial, um beijo
Roubado sou quando me lembras
Distante.
Podia minha voz sussurrar-te
A distância transponível
A minha cabeça entre teu colo?
Mas há sempre um MAS
Que a vida tece
Com as linhas que nos pede emprestadas
E tu não me escutas, nem eu repouso...
Por isso, nas horas vagas
Em que me alinhavo e descoso
Continuamente visando o mar e as vagas
Em que vou e venho
Um rumo me impele, e ouso...
E sonho...
... E tenho.