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terça-feira, 24 de abril de 2012
Espera
Tudo bem...
Silêncio também é fala...
Também é amor e oração.
...Canção e poesia...
Silêncio...Estou gritando...
Estou regando a riso;o pranto.
A calma,as interrogações... "Silêncios" ( ... )
Estou rezando por ti,por nós...
Enquanto:em-cantos,
Sussurro...Estou colhendo brisas...
Guardando as sementes,
Com todo o cuidado,
Com todo este silêncio,
Do meu fechado abril,
Cheia de saudades e de esperanças; des-maio...
como uma criança; aguardo,
Descanso...
Espero,
Em silêncio...Sou-rio...Passo>>>>>
(Ednar Andrade).
terça-feira, 27 de março de 2012
Contraditório
Apago a luz,
Fecho a janela,
Vou deitar o sonho
E despertar o cansaço.
A vida é breve,
É como a luz da aurora:
Tarde chega, cedo vai.
Contraditório.
Fecho a janela,
Vou deitar o sonho
E despertar o cansaço.
A vida é breve,
É como a luz da aurora:
Tarde chega, cedo vai.
Contraditório.
(Ednar Andrade).
Quase dia
Quase dia, acordei
Quando era noite
A poesia invadiu
O que seria silêncio
E fez-se som e riso.
Quase manhã,
Lá vem o Sol
Pintar de luz
A vida
Dos desenganados,
Abrir as flores,
Compor o canto dos pássaros.
Quase manhã,
Quase dia.
(Ednar Andrade).
quinta-feira, 22 de março de 2012
Poesia e pão
O poeta,
Ser reticente,
Ora triste,
Ora contente,
Não é vago,
Nem profundo;
Habita entre o amor
E o mundo;
Habita silenciosamente
Onde só a sua alma vai.
Está além do que não diz
Quando sente.
Poeta longo na sua infinita
Estrada e abstração permanente,
Também ama de verdade,
Também chora de contente.
É assim, que essa estranha alma
Que tira da dor, versos;
E molha de pranto,
A sua invisível mágoa.
Poeta é todo aquele que vive
E mesmo que não diga, sente
Que a poesia é como o pão
De cada dia que alimenta a carne
E derrama em rimas, como brisa,
A sua paz ou falta de calma
E segue neste seu leito de rio (rs).
Como criança, se encanta;
Como um bicho, se espanta;
Como o escuro, anoitece
E como gente que é,
Vive, envelhece
... Fenece
(Ednar Andrade).
quarta-feira, 14 de março de 2012
Ao dia do poeta
Quando nasci, chorava…
Hoje,quando sinto vontade de chorar…
Escrevo.
Hoje,quando sinto vontade de chorar…
Escrevo.
… E salve!
Todos os poetas e loucos!!!!
(Ednar Andrade).
segunda-feira, 12 de março de 2012
O trilho e o trem
Ás vezes fico
Entre o trilho e o trem,
Entre o sério
E o desdém;
Entre o que quero
E o que duvido.
Às vezes,
E são tantas as vezes,
O desabrigo aquece,
O que a dor esquece
De lembrar.
E outras tantas vezes
Não vejo o que há
Entre partir e ficar;
Querer e desistir.
Às vezes o vagão
É tão escuro,
Tão negro
Que qualquer luz neon
Pintaria de escuridão
O espaço.
Submergir, fluir, sofrer,
Sorrir, gozar, nada faz
Tanto sentido.
É como jogar-se
Da embarcação em alto-mar
E apenas, como uma pedra,
Submergir e lá ficar.
(Ednar Andrade).
quinta-feira, 1 de março de 2012
Quem dera
Eu, ébria, louca, alucinada.
Quem dera,
Pudesse traduzir tanto silêncio,
Silenciosamente, tocasse a alma do vago,
O uivo que habita este espaço.
A margem gelada deste rio,
Que chorando arrasta-se no escuro breu,
Na noite vã...
Na total escuridão da verde folha,
Na sublime, agonia, que este querer
Faz tremer minha carne...
Quem dera, pudesse,
Beijar a boca da apneia,
Cair nos afagos do somente,
...E como quem na verdade sente,
Caísse trêmula,apenas somente...
Quem dera,
Pudesse traduzir tanto silêncio,
Silenciosamente, tocasse a alma do vago,
O uivo que habita este espaço.
A margem gelada deste rio,
Que chorando arrasta-se no escuro breu,
Na noite vã...
Na total escuridão da verde folha,
Na sublime, agonia, que este querer
Faz tremer minha carne...
Quem dera, pudesse,
Beijar a boca da apneia,
Cair nos afagos do somente,
...E como quem na verdade sente,
Caísse trêmula,apenas somente...
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Vem e vão
No vão das coisas,
As coisas como vão...
_
Os vãos das coisas
Das coisas vãs...
Como vão?
Se vem e vão
>>>>>>>>>
As coisas como vão...
_
Os vãos das coisas
Das coisas vãs...
Como vão?
Se vem e vão
>>>>>>>>>
(Ednar Andrade).
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Carnaval
Vai! Estampa nos muros,
Diz na cara lavada
Dos descrentes,
Cospe na verdade
E lambe o sal das mentiras,
Porque hoje que os tambores ruflam,
Meu coração veste-se
De escarlate fantasia.
É carnaval, o peito pulsa,
A carne grita,
Visto a máscara,
Rasgo a fantasia.
Vai! Pinta de tristeza
Ou de alegria a cara
Do palhaço que nunca mente.
Ele ri da dor que sente
E faz chorar quem quer sorrir.
Vai, desce a ladeira, desce do pedestal
Da tua ilusão, abraça a tua carne fria,
Antes que a noite seja um dia
Sem fantasia e sem carnaval.
(Ednar Andrade).
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Os poemas de Ednar
Os poemas de Ednar
Sentimos e jogamos fora ,
Andamos e paramos de andar.
Fazemos poemas e não paramos
De fazer.
É como um vento eterno,
É como um amor sem fim,
É como uma chuva longa,
São como os poemas de Ednar.
(Ana Júlia B. Coelho dos Santos).
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