sábado, 10 de julho de 2010

"As rosas"



"As rosas envelhecem, os amantes também
Então lance suas estações ao vento"

(Boz Scaggs).

Estamos completamente sós


Estamos Completamente Sós
Lá fora a chuva começa
E pode nunca terminar.
Então não chore mais,
Na praia um sonho
Nos atrairá para o mar,
Sempre mais, sempre mais

Feche seus olhos e sonhe
E você pode ficar comigo
Sob as ondas
Através das cavernas das horas
Há muito tempo esquecidas
Agora estamos completamente sós, estamos completamente sós

Refrão
Feche a janela
Acalme a luz
E tudo ficará bem
Não há necessidade de se preocupar agora
Termine isso e deixe tudo começar,
Aprenda como fingir...

Assim que uma estória está contada
Não tem remédio, apenas envelhecer
As rosas envelhecem, os amantes também
Então lance suas estações ao vento
E me abrace, querida, me abrace, querida...

Feche a janela
Acalme a luz
E tudo ficará bem
Não há necessidade de se preocupar agora
Termine isso e deixe tudo começar,
Tudo está esquecido agora.
Estamos completamente sós
Estamos completamente sós.

Feche a janela, acalme a luz
E tudo ficará bem
Não há necessidade de se preocupar agora
Termine isso e deixe tudo começar,
Atribua isso ao vento, meu amor...

(Boz Scaggs).

Tradução de We're All Alone

Mistério Profundo


Imagem pesquisada na web.

Pense no azul infinito do mar...
Na flor que, branca, rosa ou lilás
Enfeita o jardim, pense.
Na morte e na vida, pense..
Nas estrelas cintilantes,
Pequenas aos olhos,
Mas, grandes, potentes, pense...
Numa fonte no deserto,
Que alguém, por certo,
A encontra fremente,
Nas árvores, nos frutos,
No mel, no sal,
Nas serras, nos montes
Em tudo, pense...
Pense, na mãe natureza
Que nos deu o ventre,
No útero da terra...
Da qual és semente.
Pense, neste enigma...
Interposto, mas real.
No mistério profundo...
Na vida e no mundo,
Pense...


(Ednar Andrade).

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Jasmim


Doce perfume, jasmim...
Uma saudade que ficou
Ou partiu de mim;
Suave memória
Que se esconde.
Nota suave...
Jasmim, segredo
Que só a noite traz
No seu perfume.
Pontinhos miúdos...
Pequenas estrelinhas,
 Que ficam entre linhas
Como fadinhas brancas,
Perfumando os sonhos.
Exalam na noite notas musicais;
Lirismo que busco
No inconsciente, encanta...
Faz versos...
Viagem, reflexo...
Na noite fresca,
Deste quase inverno.
Jasmins, tão frágeis...
Parecem ter alma;
Me banham de olor;
Me trazem a calma,
Me inspiram estes versos...

(Ednar Andrade).

domingo, 4 de julho de 2010

A menina e o pássaro


Minha neta Julinha, a autora do texto.

Era uma vez...
Uma casa...
Na casa tinha uma menina,
Com cabelos cacheados
Cor de mel, cor do céu...
... E uma vez ela viu um pássaro.
A menina falou:
- Que pássaro lindo!
- Quer ser meu amigo?
- Eu gosto de você.
- Você canta muito bem.
- Podemos cantar...
- Juntos, vamos?
- Vamos passear?
- Ou brincar?
- Passear.
- Brincar de tica-tica,
- Eu quero, vamos?
- Nos divertir
- E sempre sorrir.

(Ana Júlia, "Julinha").

A Ilhota


A autora do texto, minha neta Julinha, de 6 anos.

A Ilhota
É aquele lugar...
Onde eu vivi;
Aquele lugar...
Onde eu cresci;
Aquele lugar...
Onde eu sempre
Gostei de estar;
Aquele lugar...
Onde adoro estar.


(Ana Júlia, "Julinha").

Olhando a Rua... Pensando em Espiral...


Imagem pesquisada na web.


Espiral


Tudo volta atrás.


Até a pedra volta
a ser pó.


Até o pó
volta
a ser nada.


Até o nada
que não tem para onde voltar
volta
a algum lugar.


(Gustavo de Castro).



Foto do meu arquivo.

Olhando a rua

O mendigo lúcido.
O vento na nuca.
A parede pichada.
O colhedor de multas.

Estamos em todos.
Falhas formas.

A calota quebrada.
O dia de chuva
num dia de sol.

Estamos em tudo,
Mas não somos nada.

(Gustavo de Castrol).

sábado, 3 de julho de 2010

A Vida me Carrega no Ar Como um Gigantesco Abutre


Foto de Roberto Piva, pesquisada na web


A verdade dos deuses
carnais com nós & lânguidos
não provém do nada
mas do desejo trovejante do coração
partido pelo amor
em sua disparada pelo rosto de um
adolescente
com sua fúria delicada
cruzo avenida insones & corroídas
de chuva
minha mão alcança minha dor
presente
& me preparo para um dia duro
amargo & pegajoso
a tarde desaba seu azul sobre
os telhados do mundo
você não veio ao nosso encontro & e eu
morro um pouco & me encontro só
numa cidade de muros
você talvez não saiba do ritual
do amor com uma fonte
a água que corre não correrá
jamais a mesma até o poente
minha dor é um anjo ferido
de morte
você um pequeno deus verde
& rigoroso
horários de morte cidades cemitérios
a morte é a ordem do dia
a noite vem raptar o que
sobra de um soluço.


(Roberto Piva).

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Manifesto contra o racismo


Imagem pesquisada na web.

Texto lido pelo capitão da seleção brasileira, Lúcio, de combate a todo tipo de discriminação, em especial o racismo, antes da abertura do jogo Brasil x Holanda:

"Em nome da seleção brasileira, declaro que nos negamos a tolerar qualquer forma de discriminação no futebol e apelamos a todos os que nos estão vendo hoje, onde quer que estejam no mundo, para que nos ajudem a erradicar a discriminação em nossa sociedade. Se todos nos unirmos, poderemos conseguir. Diga não ao racismo".

“A Copa de Jabulani…”


Imagem pesquisada na internet.

Três jogos apenas faltam… Nove dias para a final da copa e, quem sabe, alguém venha ao mundo e, quem sabe, se chame Jabulani. Jabulani? Jabulani sim, por que não? Num país em que seus filhos homenageiam com força e graça os seus artistas, em outras épocas foram os Ronaldinhos, os Pelés, os Zicos, os Romários, os Edmundos, os Rivelinos, os Garrinchas e os Gérsons (que querem levar vantagem em tudo… Vejam amigos, Jabulani não seria demais). Qual o brasileiro fanático por futebol que não homenageou alguém? Mesmo de forma particular, no off familiar, alguém se chama Ronaldo, Ronaldinho. Há até quem se chame “Maradona”. Meu irmão, por exemplo, comprou um lindo cachorro, um rottweiller. Era época de copa, olhou para o bichinho e apaixonou-se e o chamou de Maradona, “ensinando-o” a jogar. Jabulani, então… Não seria de se admirar. Jabulani para cá, Jabulani para lá… Que cara teria Jabulani? Jabulani é menino ou menina?

Desculpem-me se satirizo, é porque brasileiro tem mania de trocar a dor por alegria e uma delas seria conceber a alguém se chamar de Jabulani. Pode ser que nome não ganhe; apelido, quem sabe? Depois de tanto chope, tanto gol, tanto “vai Robinho”, “vai Kaká”, após uma passada no motel é feito(a) Jabulani… Não duvides, não duvido, não queiram duvidar. Alguém num desses momentos disse: “Vamos Jabulanar?” Quem já bulina, Jabulana… Rsrsrs… O importante é fazer gol, Jabulanar com alegria, ver o Brasil jogar, com grana ou sem grana, na vitória acreditar.

BRASILLLLLLLLLLLLLLLLL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

(Ednar Andrade).