segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Sussurros...




Minha alma te adivinha,
Teu silêncio clama... Por nosso silêncio...
Sei que noite a dentro, baixinho, meu nome, chamas, 
Em chamas, sussurras, reclamas, 

A falta da tua boca na minha, 
Sei também que meu nome,
É tua oração antes de dormir, quando dormes...
Que tuas mãos procuram em vão as minhas,

Teu querer te queima a cama...
...E atravessa o mundo, Soltando um grito 
Que me traz o vento,
Me incendiando de desejo e dor....

Sinto que em teu gemido de saudade,
Somos,
Somamos,
Amamos, meu amor, INFINITO AMOR.

(Ednar Andrade).

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Ouvindo o mundo

Trabalhando,
Olhando
E ouvindo o mundo...
Em movimento e verso...
Ávida,
A vida segue...
Sem pedir parada.
...Avanço
...>>>>>>>>>>>>
Com farpas ou flores ,
Na vida, pisamos ,
Ou ela pisa-nos-os sonhos,

 

Os planos...
Vela ao vento,
Barulhenta  e companheira,
Como a sombra nossa...
Desejada, como a felicidade 
Às vezes tem asas quebradas,
...Despenca das fantasias...
Como um maduro fruto,
Que cumpre seu tempo...
...E TEM SABOR MÁ-DURO...
Leve, como o vento...
Interrogativa como o escuro.
Surpreendente; como o que numa caixa há.
...?!!!!

(Ednar Andrade).

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Passastes

    (Francesco Furini).

Mas, agora, já não és...
Não hás..
Não vais... Nem tens...
Apenas estás...
.
Sem boca,
Sem mãos,
Sem razão...
Passastes...

Segues...
Cega,
Sem calma,
Sem riso,

Para que razão?
Só o medo,
A dúvida,
Ingratidão.

(Ednar Andrade).
26.09.2011).

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Cá pensando...



Cá ,pensando agora...

Primavera*

"Uma manhã musical"...

As flores também embriagam...
Parece...
Os poetas ficam felizes, amam mais...
Sentem mais saudades,
Choram mais ou menos?( )
Olham mais para dentro de si...
E,mais para fora...
O sentir flui a-flora
Declaram seus amores...
Alguém con-corda?
Ou, correntes,...( ?)
Isso não importa,
"O amor é estar-se preso por vontade",
Disse Camões*
...E os corações dos poetas;
Escancaram as portas.

Beijos, poetas.......

(Ednar Andrade).




quinta-feira, 22 de setembro de 2011

A uma deusa



És realmente Deusa,
No corpo escultural de mulher.
Mas, não te disse
A qual credo pertences…
Não és católica,
Nem muçulmana,
Muito menos budista.
Pertences ao panteão grego,
Talvez maia
Ou quem sabe asteca,
Onde os deuses
E as deusas
Viviam entre os mortais,
Desfrutando das delícias,
Das experiências mundanas.
És minha Afrodite,
Minha Xochiquetzal,
Deusa, com certeza,
Deusa, mas sem templos,
Sem distanciamentos…
Ah não! Não suportaria
Só te adorar!
Deusa, para ser venerada,
Mas para ser amada,
Deusa do meu amor!
E do meu altar!
Deusa Ednar!

(Danclads Lins de Andrade).

Veneno



Ai, o amor...
Veneno que faz viver...
"Só os que morrem dele ,
Vivem".

Só os que bebem seu sabor, 
Sabem que não é tão  doce...
Só os que buscam sua luz, 
Sabem do seu escuro.

Só os que trilham seus caminhos,
Acham-se perdidos,
Desencontram-se perto,
Abraçam-se de longe...

Sorriem-se,
Sonham-se,
Querem-se,
Amantam-se dele.

Vivem... Matam,
Morrem... Matam-se
Acreditam-se (?)
Sonham...

Só os que dele tem sede,
Buscam, sorvem,
Fartam-se
Dos seus ais e uis... Ai,o amor...

(Ednar Andrade).
(22/09/20011).

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Estação da vida

    (Arquivo pessoal).

Passou o inverno
E a solidão dos bosques.
Agora, a Primavera
Enfeita a vida
E a solidão dos jardins
Nas noites escuras.
Passou o inverno
E as roseiras engravidam-se
De botões de flores.
Flores tão belas, rosas,
Azuis, amarelas.
Cálidas, silenciosas
Com seus perfumes,
Fazendo poesia,
Inspirando sentimentos.
Passou o inverno
E a solidão do verde
Ficou acompanhada
De pontinhos coloridos,
Porque é Primavera.
As borboletas namoram
No meu quintal.
É tudo lindo.
A vida desperta,
Os pássaros fazem festa,
Acordo sorrindo.
Primavera, afinal.

(Ednar Andrade).
(12.09.2011).

domingo, 11 de setembro de 2011

Final de domingo


No céu,
A Lua invade
Meu quintal.
Acaba o dia.
Morna, fica a tarde.
Olho para o verde,
Para as flores,
Para o silêncio
Que agora se faz.
Algo que não chega
A ser tristeza,
Mas um cheiro
De melancolia
Na minha alma,
No meu corpo,
Tudo silencia.
Final de domingo.
É como o fim de uma festa.
Quando as mesas ficam vazias,
Quando todos se vão
E uma quietude desafinada
Bate de encontro ao meu peito.
Já disse: - não fico triste, fico pensativa,
Taciturna, distante, numa viagem só minha.
Os risos se vão. Um a um silenciando
Em cada despedida,
“Em cada acelerar de motor”.
Reflito. Olho em direção do céu:
É noite e um manto denso e prateado
Agora me banha e borda as minhas flores de luar
E meu jardim é como o meu coração: feito de flores
E sentimentos mudos.
São tantas as perguntas,
São tantos os não-entendo, os não-sei.
Parece que o mundo desaba em mim
E dos meus olhos rolam cachoeiras
De águas limpas e salgadas;
São mágoas ou não sei se apenas dor.
O silêncio brota numa canção verde,
Num murmúrio, num balanço, no som das águas.
Sou feita de amor; fui feita para amar.
A Lua, ela continua a me olhar, tão fria,
Tão branca, pálida como eu.
A noite avança, despeço-me
Dos doces sorrisos das minhas crianças.
São meus anjos, minhas estrelas
A me mostrar que no amargo,
Ainda há o sorriso doce em cada um. 
Um beijo sincero; um ir e querer ficar.
Meus anjos iluminados: Bruna, Júlia.
No amor, ainda creio (em vossos olhares).
Também sou criança que ama os beija-flores,
Que  olha as estrelas, adora o luar.
Silêncio. É tarde. A noite é calma,
É poesia de dor e sonhar.

(Ednar Andrade).

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Encontro de amigos no lançamento do livro do nosso querido Marcos Silva



    Da esquerda para a direita: Tácito Costa, Marcos Silva e Da Mata.

    Da esquerda para a direita: Denise Araújo, 
    Anne Guimarães e Ana Júlia, Tácito Costa, 
    Danclads Andrade, Ednar Andrade, 
    Marcos Silva, Da Mata, Júlio Ricardo 
    E um amigo do Marcos.

    Da esquerda para a direita: Denise Araújo, 
    Danclads Andrade, Anne Guimarães, 
    Tácito Costa, Ednar Andrade, Ana Júlia, 
    Marcos Silva, Da Mata e um amigo de Marcos.

    
    Aliança Francesa, lançamento do livro: Rimbaud etc, história e poesia.


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Meus passos


Venho de uma estrada longa,
Onde meu tempo não media,
Das minhas pernas, o tamanho
E os meus passos mediam
Os sonhos.

(Ednar Andrade).