segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fio de luz




Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta...
Parecia partir... Romper o fio.

Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.

Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre...

Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.

(Ednar Andrade).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Depois.


Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.

(Ednar Andrade).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poema de Verão



Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.


(Ednar Andrade).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Das tardes



Um vagar
Pelo divagar
Das interrogações
Das tardes.
Um devagar
Pensamento,
Um açoite que vem
No vento.
Dizer dilemas
Em cantilenas
No desvairado vago
Da reticência,
Da exclamação
Sem alma,
Do assombro,
Dos últimos raios
De Sol,
Como se fosse
Poema
Sem tema,
Incerto,
Divago.
E assim,
Vai o dia,
Cai a tarde.
Que não seja
Tarde, quando
Tarde cair a tarde.

(Ednar Andrade).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Movimento



A vida é movimento...
>>>>>>>.
<<<<<<<<
Moinhos
Ouvindo ventos...
Ventos,
Infinitos e finitos
Momentos...
Espelhos 
No tempo.
Todas as alegrias 
Ou lamentos...
Movi-mentes.....
Ávida, em movimentos 
A vida, vem e vai<>

(Ednar Andrade).


P
A
L
A
V
R
A
S.

P artir
A mar
L libertar
A paixonar-se
V oltar
R ir-se
A creditar-se
S er-se

Palavras
Para sorver-te:
Aqui
Agora
Já.

Viver-te
Querer-te
Amar-te
Morrer-te.

(Ednar Andrade).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para Jarbas Martins*


Sol*

Mar a vista,
Verão no ar... 
No céu a tua 
E todas as paixões ,
Quietudes e paz...
Sor-verão*

(Ednar Andrade).

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Nostalgia


Fim de tarde, há sempre o que agradecer.
O que lembrar, uma canção antiga,
Ave Maria!!... Ave...
Um perfume que ficou , uma saudade amiga,

Aquele gesto que silenciou,
O adeus que não se pode dar...
O milagre do dia,
Uma estrela a brilhar...

O silêncio da prece e a nostalgia...
Uma dama da noite seu perfume doa,
O amor que se recria,
Como suave brisa, leve encanta...

O sino que anuncia badaladas de agonia,
O fim da tarde,
Mais um dia,mais um dia...

É NOITE*

(Ednar Andrade).

sábado, 17 de dezembro de 2011

Verdades

    
“In Vino Veritas. E la Vertà è nuda …”, 2010 Milo Manara.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Natal


E... na estrela o brilho,
No homem o amor;
É Natal!

(Ednar Andrade).