sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Os poemas de Ednar



Os poemas de Ednar

Sentimos e jogamos fora ,
Andamos e paramos de  andar.
Fazemos  poemas e não paramos
De fazer.
É como um vento eterno,
É como um amor sem  fim,
É como uma chuva longa,
São como os poemas de Ednar.   

(Ana   Júlia B. Coelho dos Santos).

N. A.: Para minha avó que eu amo muito!!**

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Chama





...Só para te ver sorrir, sorrio...
...Sou rio,
Correnteza, amanhecer e verde remanso...
Lago,
Festa, estrela em noite deserta.

Sonho e vagar...
Espera...
Amanhecer e Sol.
Só para te respirar... Aspiro.

O cinza, o verde,
O olor da ardente chama.
Sou a tua festa,
Teu medo, teu tudo,

Tua paz, tua agonia...
Só para tua Lua,
Lampejo,
Sou plena.

Raiz,
Universo, 
Certeza, 
Amor.

(Ednar Andrade).








segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Homenagem ao grande mestre Deífilo Gurgel



Em certos momentos, toda palavra é vã.

Agora, ele é uma estrela.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Fio de luz




Naquela noite, juro.
Peguei na mão do silêncio,
Beijei a gelada boca da pergunta...
Parecia partir... Romper o fio.

Depois de alguns muitos passos,
Ergui a cabeça e o peito.
Abracei novas incertezas:
Seguir é rumo.

Sussurro, nem sempre é gozo.
Nenhuma alegria é permanente,
Agora é antes, depois é sempre...

Só o agora é urgente.
Eu sou, tu és,
Rio corrente.

(Ednar Andrade).

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Depois.


Respirar, viver, lutar,
Dormir e acordar,
Quem sabe,
De repente,
Apenas silenciar.
E depois do silêncio.
E depois?
Será que tudo valeu?
E se valeu, valerá?
Chegar, partir, querer, amar,
Sorrir, sonhar, seguir, voltar,
Desistir, odiar.
E depois?
Quando o silêncio
For a única canção,
Quando nada
For o abrigo que restar,
Valeu, ser e ter tudo
E não lembrar?
As interrogações
Serão sempre pontos,
Traços e finais.

(Ednar Andrade).

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Poema de Verão



Curvo a cabeça,
Reverenciando o vento
E a folhagem verde,
Como se comigo falasse,
Numa sabedoria natural,
Ao movimento do vento,
Rende-se no calor
Dourado da tarde.
Olhando o horizonte,
Silencio ao tilintar
Do mensageiro do vento;
Natureza viva.
À mesa, lembranças postas,
Como e me alimento
De saudade viva.
Ao redor de tudo, olho,
Reverenciando o tempo,
Os afagos, os silêncios,
Os poemas calados,
A sépia, pelo verão, pintado;
Morna tarde de verão
Que enche de amor, a vida
E pinta de fogo, o Sol,
O coração.


(Ednar Andrade).

sábado, 7 de janeiro de 2012

Das tardes



Um vagar
Pelo divagar
Das interrogações
Das tardes.
Um devagar
Pensamento,
Um açoite que vem
No vento.
Dizer dilemas
Em cantilenas
No desvairado vago
Da reticência,
Da exclamação
Sem alma,
Do assombro,
Dos últimos raios
De Sol,
Como se fosse
Poema
Sem tema,
Incerto,
Divago.
E assim,
Vai o dia,
Cai a tarde.
Que não seja
Tarde, quando
Tarde cair a tarde.

(Ednar Andrade).

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Movimento



A vida é movimento...
>>>>>>>.
<<<<<<<<
Moinhos
Ouvindo ventos...
Ventos,
Infinitos e finitos
Momentos...
Espelhos 
No tempo.
Todas as alegrias 
Ou lamentos...
Movi-mentes.....
Ávida, em movimentos 
A vida, vem e vai<>

(Ednar Andrade).


P
A
L
A
V
R
A
S.

P artir
A mar
L libertar
A paixonar-se
V oltar
R ir-se
A creditar-se
S er-se

Palavras
Para sorver-te:
Aqui
Agora
Já.

Viver-te
Querer-te
Amar-te
Morrer-te.

(Ednar Andrade).

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Para Jarbas Martins*


Sol*

Mar a vista,
Verão no ar... 
No céu a tua 
E todas as paixões ,
Quietudes e paz...
Sor-verão*

(Ednar Andrade).